Espaço Montemuro | 16h00
Foram três anos de pesquisa e um mergulho profundo no íntimo do Montemuro. Vamos abrir as páginas do livro. É sempre preciso ir ao passado para nos encontrarmos com o presente e pensar no que está para vir. O que diz alguém sobre um lugar? E o que diz um lugar sobre um povo?
Continuemos a ler, mais, e embalados pela música de Mafalda Lemos, porque chegamos aos dias de hoje carregados de heranças culturais, das que nos moldam os feitios e o que somos diante do outro. Das que se cantam num rancho ou na tarde de convívio num forno comunitário. Das que se não esquecem, tintim por tintim, e parecem tatuadas na pele das aldeias que se julgam perdidas serra fora. É nelas que está o pensamento de muitos que partiram, como um sonho adiado ou um desígnio inacabado. É no sentido de pertença que está a resistência de um povo inteiro – e um povo nunca morre.
“O lugar onde mora quem sou”: uma leitura para os nossos dias.
José António Pereira, Mafalda Lemos e Teatro do Montemuro

